segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA AO ENSINO MÉDIO 2011-2014

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


http://www.uges.org.br/arquivos/PROPOSTA%20PEDAGOGICA%20PARA%20O%20ENSINO%20MEDIO.pdf

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Desafios para a educação química

     A Ciência é uma das mais extraordinárias criações do homem, que lhe confere, ao mesmo tempo, poderes de satisfação intelectual, pela estética que suas explicações proporcionam, quanto pelas possibilidades de conhecimento científico. Mas ela não é lugar de certezas absolutas. Conhecer a Ciência é assunto quase vedado àqueles que não pertencem a essa comunidade científica.  Acredito que não tenhamos ideia da quantidade de homens e mulheres que são analfabetos científicos. Sabemos que há muito a mudar. Assim como são realizadas campanhas  para diminuir as taxas de analfabetismo, a busca de alternativas para oferecer uma alfabetização científica aos homens e mulheres para fazê-los cidadãos e cidadãs mais críticos é nosso continuado, mas aparentemente novo desafio.
       Quando se fazem propostas para uma alfabetização científica se pensa imediatamente nos currículos de ciências. A ciência é estudada de maneira inter-relacionada com as tecnologias e a sociedade. Tais currículos hoje tem sido denominados de TIC's.
     Precisamos ter presente a nossa responsabilidade maior no ensinar Ciência. Fazer com que os nossos alunos e alunas se tornem, homens e mulheres mais críticos, e os estudantes possam tornar-se agentes de transformação do mundo em que vivemos.
     A situação da Química tem seu objeto de estudo muito mais distante do aluno. Átomos, moléculas, íons, elétrons, mol... não pertencem ao senso comum das pessoas. Inicialmente a Química trabalha com modelos, visto que a realidade muitas vezes está fora do alcance dos estudantes, e o relacionamento com as dimensões do que é objeto do ensino, operando com números tão grandes e/ou tão pequenos, ficando fora do imaginário do aluno e muitas vezes, até do professor.
      Kekulé, descobriu, enquanto sonhava, a estrutura do benzeno. É preciso que (re)aprendamos a sonhar.
     Reconheço a existência de um estatuto próprio para  a linguagem química, mas permito-me utilizar a tradução dessa linguagem para facilitar o entendimento dos analfabetos científicos que temos que alfabetizar.

domingo, 30 de outubro de 2011

Seminário Regional Boas Práticas Digitais


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QUINTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2011


No dia 20 de outubro aconteceu o Seminário Regional Boas Práticas Digitais, no auditório da ULBRA em Cachoeira do Sul.
O evento foi uma realização SEDUC/NTE e estiveram presentes professores da 3ª CRE (Estrela), da 6ª CRE (Santa Cruz do Sul), da 8ª CRE (Santa Maria) e da 24ª CRE (Cachoeira do Sul). O encontro proporcionou o relato das boas práticas digitais e tecnológicas, e o uso das novas tecnologias no fazer pedagógico; assim como, as trocas de experiências, subsidiando as novas possibilidades dos recursos tecnológicos, e promovendo a reflexão crítica sobre uso pedagógico das tecnologias como recurso didático.

O Prof. Rodrigo Keller, Doutor em Informática na Educação pela UFRGS e Coordenador do Curso de Sistemas de Informação da ULBRA palestrou sobre “Professores na geração digital”, logo após iniciaram os relatos de experiências das escolas de abrangência da quatro Coordenadorias, pela manhã do Ensino Fundamental do Ensino Médio pela tarde. 

Trabalhos apresentados:

Ensino Fundamental

Jornal On-line
Escola: EEEF Amaral Lisboa
Responsável: Rochele Schneider Peters
Cidade: Rio Pardo

Ensino Médio

Blog
Escola: CE Monte Alverne e EEEM Wlly Carlos Fröhlich
Responsável: Núria Meurer e Lenir Maria Rossarola
Cidade: Santa Cruz do Sul


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jogos didáticos

Durante muito tempo, acreditava-se que a aprendizagem ocorria pela repetição e que os alunos que não aprendiam eram os únicos responsáveis pelo seu insucesso. Hoje o insucesso de um aluno também é fruto do trabalho do profissional da educação. A ideia de ensino despertado pelo interesse do aluno passou a ser um desafio à competência do professor. O interesse do aluno passou a ser a força motora do processo de aprendizagem e o professor, o gerador de situações estimuladoras para aprendizagem. É nesse contexto que o jogo didático ganha espaço como instrumento motivador para aprendizagem de conhecimentos à medida que propõe estímulo ao interesse do aluno. O jogo ajuda o aluno a construir novas descobertas desenvolvendo e enriquecendo sua personalidade. Para o professor, o jogo o leva a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.
O professor pode utilizar jogos didáticos como auxiliar na construção do conhecimento, em qualquer área de ensino. Na matemática, é muito comum a utilização de jogos, principalmente nos primeiros anos de escolaridade. A biologia, também, faz uso desse recurso com certa frequência. Na química, esse recurso também tem sido utilizado, existindo hoje um bom material estruturado para o ensino de química. No ensino médio, em que os alunos encontram-se em uma faixa etária superior aos 14 anos, espera-se que os alunos já tenham alcançado um nível de abstação maior, dispensando-se recursos mais concretos, como e o caso dos jogos didáticos. Porém, para essa faixa etária, os jogos são igualmente interessantes e despertam grande interesse no aluno, já que a atividade de jogar, num sentido amplo, não é privilégio das crianças, pois adultos também gostam de jogar.
Entretanto os jogos devem ser mais elaborados, utilizando-se mais os jogos chamados de "jogos intelectuais". Esses jogos apresentam regras e objetivos bem definidos, que possibilitam estimular habilidades cognitivas, levando o aluno a relações mais abrangentes e criativas. Um jogo com essas características facilita a interiorização de conteúdos muitas vezes abstratos para o aluno.
Os jogos permitem, que os alunos, durante a atividade, participem da avaliação do próprio jogo, de seus companheiros e façam uma auto-avaliação do seu desempenho. Por outro lado, o professor, como observador de todo o processo, ganha um espaço precioso de avaliação do desempenho dos seus alunos. Tanto no que se refere às habilidades cognitivas quanto ao que se refere às habilidades afetivas dos alunos.
O professor deve, contudo, explorar os diversos limites que os jogos podem oferecer, relacionando-os aos conteúdos escolares. Para tanto, é importante que o professor entregue-se à experiência de jogar, pensando sob a ótica do jogador, enfrentando os desafios e buscando novas possibilidades para soluções dos mesmos.
Cada jogo, deverá seguir uma sequência de itens que têm a função de orientar o professor na hora de construir seu material e desenvolvê-lo em sala de aula. Os itens são:
- Estrutura geral do jogo;
- Objetivo do jogo;
- Conteúdos que podem ser explorados durante a realização do jogo;
- Número de jogadores;
- Tempo médio de duração do jogo;
- Regras do jogo;
- Sugestões para o aprofundamento do jogo em sala de aula.

Baseada em experiências realizadas com jogos didáticos, conclui que esse recurso pode e deve ser utilizado em sala de aula, pois permite romper as paredes de sala de aula, quando se analisa o aspecto social e ampliam os limites imaginários do conhecimento, proporcionando ao aluno o aprofundamento de conceitos aparentemente abstratos.
Entretanto é preciso considerar que os jogos didáticos são ferramentas auxiliares ao trabalho de sala de aula e devem ser cuidadosamente avaliados e adequados as situações de ensino. A mera utilização de um jogo didático não garante a aprendizagem do aluno. O jogo deve ter uma boa qualidade e sobretudo deve ser utilizado no momento certo. Em síntese, jamais se deve fazer uso de qualquer recurso didático sem um rigoroso e cuidadoso planejamento.

sábado, 9 de julho de 2011

Educação: O resgate da autoridade em educação

"A autoridade se revela simultaneamente como um dos problesmas mais antigos com os quais os homens se confrontam e como uma das questões mais agudas da atualidade. Problema antigo, de fato, o da revolta do filho contra o pai, da insubordinação dos alunos que não querem aprender, da inquietude das sociedades acerca das novas gerações, que devem ser domesticadas e, ao mesmo tempo emancipadas.
O imenso mérito de Gérard Guillot é nos oferecer, de maneira acessível e concreta, uma alternativa educativa original chamada 'autoridade de bons tratos'. Ele fornece uma referência para pensar e agir mais acertadamente e permitir o desenvolvimento harmonioso da pessoa. Longe dos encantamentos passadistas e dos devaneios libertários, ele propõe ações concretas que auxiliarão o educador a enfrentar as questões mais cotidianas, sem ficar preso no imediato.
Philippe Meirieu

Livro de Gérard Guillot
Professor de Filosofia, Universidade de Lyon, França.
O resgate da autoridade em educação.


A crise da autoridade manifesta-se nas famílias, nas escolas, na desconfiança em relação aos poderes, particularmente o poder político.
Muitos professores, iniciantes ou mais experientes, enfrentam hoje problemas de autoridade com os jovens.
A violência de forma espetacular ou oculta, não só se apresenta de forma banalizada como se radicalizou na humanidade.

A educação como estrutura das atitudes diante da vida e do outro, também deve afirmar o respeito ao ser humano pela palavra e pelos atos. É uma questão de princípios.
Agir cedo, desde o início, não é somente precaução e prevençao, é uma obrigação ética, política e educativa, que não depende de algumas boas-vontades aqui e ali, mas de uma parceria entre professores, famílias e poder público.

É frequentemente esgotante conduzir determinadas turmas para alguns professores. O que fazer diante de alunos sem motivação? Alguns colegas professores, mesmo com a preparação pedagógica, com conhecimento de aprendizagens específicas, não conseguem mudar e instaurar a implantação da disciplina. Recorrem a práticas como reprimendas incessantes, gritos, desconto de pontos sob uma forma de punição, convocação aos pais, e outras maneiras.
A vontade que esses professores têm de ensinar e, portanto, de fazer com que seus alunos aprendam choca-se com recusas, inércia, condutas perturbadoras, provocações, e às vezes, insultos ou ameças e até mesmo violência.

O papel do professor e as representações coletivas evoluíram consideravelmente desde o início do século XX. Os debates são sempre vigorosos nesse sentido.
O professor é, por seu estatuto, um servidor da República.
A escola é oficialmente uma instituição que tem uma missão de serviço público.
Devido as últimas reformas, a noção de serviço público derivou para a de serviço do público e, desde então, dos públicos.
São as exigências econômicas, profissionais, as expectativas sociais que influenciam as políticas educativas. Os pais de alunos, "usuários" do serviço público, tendem a ser transformados ou a de se transformarem em "clientes" de um serviço privado e personalizado.

O pensamento permite julgar o impensável que a inteligência pode produzir. É por isso que a pedagogia é filha legítima da filosofia. A inteligência serve-se de valores: a questão fundamental, saber quais são eles. A preocupação ética tange ao exercício do pensamento, assim como Arendt desenvolveu, seguindo Kant e também Weber.
Weber distinguiu radicalmente uma "ética de convicção" de uma "ética de responsabilidade" e apelou para a vigilância dos políticos e dos professores, levantando a hipótese de que "é justo o problema da justificativa dos meios pelos fins que, em geral, destina ao fracasso a ética de convicção". Ele critica a demagogia moderna que recorre à publicidade e a mídia e que pede aos professores que se transformem em pequenos profetas de anfiteatro, encarregados de anunciar a vinda de um salvador (cientista ou religioso):"Assim vocês só conseguirão fazer uma coisa, impedir a nova geração de se dar conta deste fato decisivo: o profeta que tantos membros da nova geração clamam insistentemente, não existe" e "devemos responder pelas consequências previsíveis de nossos atos" sem nos contentar em fazer nosso "dever" para com um Deus ou uma ideologia erigida como absoluta.
A análise de Weber tem o mérito de levantar problemas, mas se limita a legitimações de autoridades existentes sem uma proposta de mudança.

Se autoridade é mediação, a mediação do direito é essencial, ela se refere a valores, a começar pelo respeito à humanidade de cada um. Um respeito que não é mera polidez do espírito, retomando uma expressão de Bachelard, mas que deve estar presente em cada fala, em cada olhar, em cada gesto. Era por isso que Kant considerava que o direito e a educação são as duas condições constitutivas de uma humanidade pacificada e de uma cidadania do mundo. O direito legisla os comportamentos observáveis, a educação não assume todo seu alcance a não ser que os saberes que ela transmite sejam esclarecidos por uma ética universalista. Para Guillot essa ética é paradoxal, pois "como cultivar a liberdade pela coerção? É necessário que eu habitue meu aluno a suportar que sua liberdade seja submetida a uma coerção e que, ao mesmo tempo, eu o instrua a fazer bom uso de sua liberdade. Sem isso, ele seria puro mecanismo. O homem privado de educação não sabe se servir de sua liberdade".
Segundo Guillot, para educar, ensinar, não se pode mais fazer como se os atrativos do presente não tivessem interesse, mas devem ser utilizados como recursos pedagógicos articulados entre a relação do saber e a relação de tempo dos alunos.

Currículo Escolar

Um dos pontos mais importantes para o desenvolvimento do aluno é o trabalho em equipe, pois desenvolve habilidades, transforma informações em conhecimento, evidenciando o aprendizado do conteúdo proposto.

Novak considera os mapas conceituais como instrumentos para negociar significados, pois propiciam a discussão, o compartilhamento e a negociação de significados. O papel do professor e dos recursos didáticos é o de mediar a aprendizagem, auxiliando o aprendiz a mover-se da zona cinza para a aprendizagem significativa.

As estratégias de aprendizagem são maneiras de lidar com as diferentes linguagens e formas nas quais as informações são apresentadas e as situações de aprendizagem são organizadas.

Portanto, quanto mais consciência o professor tiver de suas preferências e estratégias de aprendizagem, bem como das preferências e estratégias de seus alunos, mais ele terá chance de aumentar a consciência dos alunos sobre o que eles aprendem e de ajudá-los a desenvolver novas estratégias que os tornem aprendizes mais eficientes.

ORIENTAÇÕES CURRICULARES DO MEC

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.

Proposta de Organização Curricular:
- base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada que atenda a especificidade regional e locais da sociedade, da cultura, da economia e do próprio aluno (Art. 26);
- planejamento e desenvolvimento orgânico do currículo, superando a organização por disciplinas estanques;
- integração e articulação dos conhecimentos em processo permanente de interdisciplinaridade e contextualização;
- proposta pedagógica elaborada e executada pelos estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de ensino;
- participação dos docentes na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.

O Projeto Pedagógico e o Currículo da Escola devem ser objeto de ampla discussão para que suas propostas se aproximem sempre mais do currículo real que se efetiva no interior da escola e de cada sala de aula.