domingo, 30 de outubro de 2011

Seminário Regional Boas Práticas Digitais


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QUINTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2011


No dia 20 de outubro aconteceu o Seminário Regional Boas Práticas Digitais, no auditório da ULBRA em Cachoeira do Sul.
O evento foi uma realização SEDUC/NTE e estiveram presentes professores da 3ª CRE (Estrela), da 6ª CRE (Santa Cruz do Sul), da 8ª CRE (Santa Maria) e da 24ª CRE (Cachoeira do Sul). O encontro proporcionou o relato das boas práticas digitais e tecnológicas, e o uso das novas tecnologias no fazer pedagógico; assim como, as trocas de experiências, subsidiando as novas possibilidades dos recursos tecnológicos, e promovendo a reflexão crítica sobre uso pedagógico das tecnologias como recurso didático.

O Prof. Rodrigo Keller, Doutor em Informática na Educação pela UFRGS e Coordenador do Curso de Sistemas de Informação da ULBRA palestrou sobre “Professores na geração digital”, logo após iniciaram os relatos de experiências das escolas de abrangência da quatro Coordenadorias, pela manhã do Ensino Fundamental do Ensino Médio pela tarde. 

Trabalhos apresentados:

Ensino Fundamental

Jornal On-line
Escola: EEEF Amaral Lisboa
Responsável: Rochele Schneider Peters
Cidade: Rio Pardo

Ensino Médio

Blog
Escola: CE Monte Alverne e EEEM Wlly Carlos Fröhlich
Responsável: Núria Meurer e Lenir Maria Rossarola
Cidade: Santa Cruz do Sul


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jogos didáticos

Durante muito tempo, acreditava-se que a aprendizagem ocorria pela repetição e que os alunos que não aprendiam eram os únicos responsáveis pelo seu insucesso. Hoje o insucesso de um aluno também é fruto do trabalho do profissional da educação. A ideia de ensino despertado pelo interesse do aluno passou a ser um desafio à competência do professor. O interesse do aluno passou a ser a força motora do processo de aprendizagem e o professor, o gerador de situações estimuladoras para aprendizagem. É nesse contexto que o jogo didático ganha espaço como instrumento motivador para aprendizagem de conhecimentos à medida que propõe estímulo ao interesse do aluno. O jogo ajuda o aluno a construir novas descobertas desenvolvendo e enriquecendo sua personalidade. Para o professor, o jogo o leva a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.
O professor pode utilizar jogos didáticos como auxiliar na construção do conhecimento, em qualquer área de ensino. Na matemática, é muito comum a utilização de jogos, principalmente nos primeiros anos de escolaridade. A biologia, também, faz uso desse recurso com certa frequência. Na química, esse recurso também tem sido utilizado, existindo hoje um bom material estruturado para o ensino de química. No ensino médio, em que os alunos encontram-se em uma faixa etária superior aos 14 anos, espera-se que os alunos já tenham alcançado um nível de abstação maior, dispensando-se recursos mais concretos, como e o caso dos jogos didáticos. Porém, para essa faixa etária, os jogos são igualmente interessantes e despertam grande interesse no aluno, já que a atividade de jogar, num sentido amplo, não é privilégio das crianças, pois adultos também gostam de jogar.
Entretanto os jogos devem ser mais elaborados, utilizando-se mais os jogos chamados de "jogos intelectuais". Esses jogos apresentam regras e objetivos bem definidos, que possibilitam estimular habilidades cognitivas, levando o aluno a relações mais abrangentes e criativas. Um jogo com essas características facilita a interiorização de conteúdos muitas vezes abstratos para o aluno.
Os jogos permitem, que os alunos, durante a atividade, participem da avaliação do próprio jogo, de seus companheiros e façam uma auto-avaliação do seu desempenho. Por outro lado, o professor, como observador de todo o processo, ganha um espaço precioso de avaliação do desempenho dos seus alunos. Tanto no que se refere às habilidades cognitivas quanto ao que se refere às habilidades afetivas dos alunos.
O professor deve, contudo, explorar os diversos limites que os jogos podem oferecer, relacionando-os aos conteúdos escolares. Para tanto, é importante que o professor entregue-se à experiência de jogar, pensando sob a ótica do jogador, enfrentando os desafios e buscando novas possibilidades para soluções dos mesmos.
Cada jogo, deverá seguir uma sequência de itens que têm a função de orientar o professor na hora de construir seu material e desenvolvê-lo em sala de aula. Os itens são:
- Estrutura geral do jogo;
- Objetivo do jogo;
- Conteúdos que podem ser explorados durante a realização do jogo;
- Número de jogadores;
- Tempo médio de duração do jogo;
- Regras do jogo;
- Sugestões para o aprofundamento do jogo em sala de aula.

Baseada em experiências realizadas com jogos didáticos, conclui que esse recurso pode e deve ser utilizado em sala de aula, pois permite romper as paredes de sala de aula, quando se analisa o aspecto social e ampliam os limites imaginários do conhecimento, proporcionando ao aluno o aprofundamento de conceitos aparentemente abstratos.
Entretanto é preciso considerar que os jogos didáticos são ferramentas auxiliares ao trabalho de sala de aula e devem ser cuidadosamente avaliados e adequados as situações de ensino. A mera utilização de um jogo didático não garante a aprendizagem do aluno. O jogo deve ter uma boa qualidade e sobretudo deve ser utilizado no momento certo. Em síntese, jamais se deve fazer uso de qualquer recurso didático sem um rigoroso e cuidadoso planejamento.