| Relato de uma professora participante do curso Introdução à Elaboração de Projetos no ano de 2012. Ano em que foi implantado nas escolas de Ensino Médio a disciplina Seminário Integrado. Nas aulas de Seminário Integrado, a maioria dos alunos envolveu-se com atenção e compromisso, alguns com desconfiança sobre por quê, para quê fazer projeto. Neste sentido, os comprometidos compreenderam e dedicaram-se ao trabalho, os que não são muito interessados em estudar acharam muito trabalhoso. No início e durante todas as etapas, os passos do trabalho foram desenvolvidos organizadamente, passo a passo de maneira que se cumprissem todos os quesitos. Os alunos perceberam que não encontrariam respostas prontas para suas pesquisas e então começaram a ter dificuldades de leitura, interpretação, produção textual, resumo – coisas que faziam em determinadas disciplinas. Não previam que não receberiam as pesquisas, textos e resumos prontos, teriam que realizar e produzir seus próprios aprendizados. Algumas duplas apresentaram problemas de relacionamento, mas com o tempo aprenderam a se entender para chegarem ao objetivo final. Tinham que lidar com as diferenças para percorrerem juntos as etapas do trabalho. Entre as duplas não houve muita socialização. Embora houvesse muitos trabalhos nas mesmas áreas, os componentes e a questão de pesquisa diferentes não foram suficientes para acontecer entrosamento entre as duplas. A proporção de objetivos atingidos foi de cerca de 70%. A maioria interessou-se e realizou os trabalhos. Muitos alunos descobriram que pouco ou nada sabiam de trabalho científico, normas e técnicas de digitação e internet. Sabiam lidar com redes sociais, mas não sabiam a formalidade e seriedade na pesquisa, digitação e apresentação de trabalhos científicos. As atividades foram conduzidas com tranqüilidade, no ritmo previsto e dentro das etapas organizadas, permitindo que os alunos avançassem quando possível e, ao mesmo tempo, retrocedessem se fosse preciso começar tudo de novo. Os programas e equipamentos não funcionaram como idealizamos. Atrasamos algumas etapas por motivos técnicos e não pelo desempenho dos alunos. Isto deixou-nos frustrados, pois, no início, tínhamos muitas expectativas positivas que foram sendo apagadas quando computadores não funcionaram, programas de computadores não eram de domínio dos alunos, falta de profissional na biblioteca e laboratório de informática para ajudar nas pesquisas e no domínio das TICs. Com isso, algumas vezes perdemos trabalhos, pois materiais extraviaram-se durante o percurso. (Ana Margarida Poetini de Souza - E.E.E.M. Guia Lopes/Candelária-RS) |
domingo, 3 de fevereiro de 2013
As aulas dos Seminários Integrados
sábado, 18 de agosto de 2012
Avaliação Emancipatória
Formação para professores e coordenadores do Ensino Médio Politécnico.
Assunto: Avaliação Emancipatória.
Palestrante: Isabel Letícia Pedroso de Medeiros - isabellpm@yahoo.com.br
ESTUDOS SOBRE REPROVAÇÃO
Funcionamento da Escola – operador que produz sucessos/ insucessos escolares;
Variáveis:
programa de ensino;
tempo diário e anual;
gestão do percurso escolar - retenção/progressão automática;
diferenciação de percurso;
certificação por exame ou automática;
acesso ao ensino superior automático via exame;
escolha dos conteúdos;
definição de dos objetivos e competências mínimas;
concepção e elaboração de ferramentas de avaliação;
escolha de métodos de ensino;
Perfil do professor: mais severo ou mais condescendente
ESTUDOS SOBRE REPROVAÇÃO
A RETENÇÃO ESCOLAR É NECESSÁRIA?
A RETENÇÃO ESCOLAR É NECESSÁRIA?
•Há
evolução positiva nas
avaliações cognitivas e sócio-afetivas dos alunos
repetentes se considerarmos o início do ano repetido e o final;
•Pesquisas
na França e em países
anglo-saxônicos, que comparam grupos de
alunos com mesmo nível/padrão de dificuldades, concluíram por diferenças
significativas de avanço no grupo promovido;
•nenhuma
análise conduziu a
uma diferença a favor dos alunos repetentes;
• programas de medidas
individualizadas mostraram significativa superioridade em termos de eficácia;
TEORIAS SOBRE O FRACASSO ESCOLAR
TEORIA
RACIAL
– JUSTIFICATIVA A PARTIR DA INFERIORIDADE RACIAL
No âmbito escolar,
este preconceito aparecia no discurso das diferenças; justificativas para as dificuldades de aprendizagem:
desigualdades cognitivas entre raças, inferioridade de negros, indígenas,
mestiços e mulheres, a quem “faltam” recursos cognitivos para aprender
TEORIA
DA PSICOLOGIA – FATORES INDIVIDUAIS
No ambiente escolar
as causas das dificuldades estavam sempre
localizadas no aprendiz, inatas,
não se cogitava a ideia de que fatores relacionados à vida
pessoal e familiar ou ao sistema escolar pudessem influenciar no desenvolvimento da aprendizagem ;
TEORIA DA CARÊNCIA CULTURAL E AMBIENTAL
Pesquisas afirmavam que a pobreza ambiental e cultural,
nas classes baixas, a aversão do homem caipira pela escola produziam dificuldades no
desenvolvimento psicológico infantil e
causavam dificuldades de aprendizagem e adaptação escolar
Essas teorias foram
formuladas nos Estados Unidos, como
resposta aos movimentos reivindicatórios,
e tiveram grande aceitação no Brasil
TEORIA
CRÍTICA
•meados
dos anos setenta : referências teóricas
de Bourdieu e Passeron violência simbólica em duplo sentido – imposição de uma
arbitrariedade cultural por um poder
arbitrário;
•Objetivo: refletir o papel da escola numa sociedade dividida em classes, a
possibilidade de pensar a escola no âmbito de uma concepção crítica de sociedade, lugar onde se exerce a
dominação cultural, a reprodução das
relações de produção.
•Escola: lugar onde os conteúdos
trabalhados ideologicamente, escondem a exploração através de estilos de pensamento e
linguagem característicos dos integrantes das classes dominantes.
•Sistema de ensino: passou a ser
analisado como instrumento da manutenção dos privilégios educacionais e profissionais, responsável
pelo fracasso escolar das crianças das
classes pobres.
•Nos
anos setenta as
pesquisas sobre o fracasso escolar já
apresentavam como característica principal a
investigação da participação do sistema de ensino nos resultados da aprendizagem, através dos fatores intra-escolares e suas relações de
seleção e exclusão social que se desenvolvem na escola.
A REPROVAÇÃO ESCOLAR NA ATUALIDADE
•Cada vez mais percebida como estratégia improdutiva e
indesejável – não produz aprendizagem, mas acomodação e reprodução
•necessidade de melhorar as
condições da escolarização, em
especial na etapa de
alfabetização.
• A reprovação
escolar deve ser superada pelos seguintes motivos:
•É fator de discriminação e seleção social;
•É fator de distorção
do sentido da avaliação;
•pedagogicamente não é a melhor
solução;
•não é justo o aluno
pagar por eventuais deficiências do ensino;
•tem um elevado custo
social;
•toda criança é capaz de
aprender. (VASCONCELLOS, 2005)
Coibida nas reformas
educacionais pós 1988, o que se evidencia na legislação
AVALIAÇÃO FORMATIVA: EMANCIPATÓRIA, DIAGNÓSTICA e REGULADORA
•Processo
sistemático, contínuo e integrado destinado a:
•Determinar
se objetivos foram alcançados;
•Identificar
aspectos do objeto da avaliação e do contexto a serem aprimorados
•Planejar
e desenvolver correção de rumos
•Acompanhar
o processo de ensino-aprendizagem;
•Verificar
saberes, competências e habilidades dos alunos;
•A
sequência formativa tem três etapas:
1)coleta de informações, referente aos progressos
realizados e às dificuldades de aprendizagem encontradas pelo aluno;
2)interpretação dessas informações, com vistas a operar um
diagnóstico das eventuais dificuldades;
3) adaptação das atividades de ensino/aprendizagem –
•coleta de informação / diagnóstico
individualizado / ajuste da ação
O
QUE VAMOS AVALIAR?
•Definição
prévia, no planejamento, do que é significativo, hierarquizando a importância
dos descritores e indicadores;
•A
definição é precedida de um processo diagnóstico, negociando e de negociação: o
que sabem esses estudantes? O que é possível que aprendam?
•O
ensino médio apresenta conhecimentos descritivos e formas de pensamento
totalmente desconhecidos dos estudantes, pressupondo um conhecimento anterior
que não existe: por exemplo, as ciências experimentais, totalmente mitigadas no
ensino fundamental, abrem um campo totalmente novo para os estudantes.
DIMENSÕES
•Conteúdos: “o conjunto de conhecimentos e formas culturais cuja
assimilação e apropriação pelos alunos e alunas é considerada essencial para
seu desenvolvimento e socialização.”
•
três dimensões:
§conteúdos fatuais/conceituais: um saber, um conteúdo intelectual ; não é suficiente serem lembrados ou reconhecidos de modo
literal, mas devem
ser compreendidos, serem
inseridos em redes conceituais. Concordância nominal e concordância verbal unidades temáticas, paragrafação,
vocabulário disciplinar, elementos gramaticais – fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, equações
matemáticas, poteciação, circulação do sangue, a história da arte
•conteúdos procedimentais (destrezas, técnicas, estratégias): dominar um objeto ou
uma atividade (atar os sapatos, nadar, ler...); conjuntos de ações ordenadas, direcionadas para a conquista de uma
meta; são conteúdos escolares
na medida em que os professores podem planejar intervenções que ajudem os
estudantes a construí-los; não devem ser confundidos com as atividades, mas com
esquemas mentais incorporados.
•conteúdos atitudinais:
“tendências ou
disposições adquiridas e relativamente duradouras a avaliar de um modo
determinado um objeto, pessoa, acontecimento ou situação e a atuar de acordo
com essa avaliação.” São
informadas por três
componentes: cognitivo, afetivo e de conduta; a expressão de uma
atitude é um ato social;
a escola é sempre um agente
socializador, gerador de atitudes.
•Nesse
sentido, deve tomar todas essas dimensões
como um objeto de
ensino/aprendizagem, planejando intervenções didático-metodológicas para tanto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Internet e tecnologia
Leia o site abaixo sobre o uso do portfólio como ferramenta para melhorar a preparação de aulas pelo professor.
http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=67010
http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=67010
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA AO ENSINO MÉDIO 2011-2014
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
http://www.uges.org.br/arquivos/PROPOSTA%20PEDAGOGICA%20PARA%20O%20ENSINO%20MEDIO.pdf
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Desafios para a educação química
A Ciência é uma das mais extraordinárias criações do homem, que lhe confere, ao mesmo tempo, poderes de satisfação intelectual, pela estética que suas explicações proporcionam, quanto pelas possibilidades de conhecimento científico. Mas ela não é lugar de certezas absolutas. Conhecer a Ciência é assunto quase vedado àqueles que não pertencem a essa comunidade científica. Acredito que não tenhamos ideia da quantidade de homens e mulheres que são analfabetos científicos. Sabemos que há muito a mudar. Assim como são realizadas campanhas para diminuir as taxas de analfabetismo, a busca de alternativas para oferecer uma alfabetização científica aos homens e mulheres para fazê-los cidadãos e cidadãs mais críticos é nosso continuado, mas aparentemente novo desafio.
Quando se fazem propostas para uma alfabetização científica se pensa imediatamente nos currículos de ciências. A ciência é estudada de maneira inter-relacionada com as tecnologias e a sociedade. Tais currículos hoje tem sido denominados de TIC's. Precisamos ter presente a nossa responsabilidade maior no ensinar Ciência. Fazer com que os nossos alunos e alunas se tornem, homens e mulheres mais críticos, e os estudantes possam tornar-se agentes de transformação do mundo em que vivemos.
A situação da Química tem seu objeto de estudo muito mais distante do aluno. Átomos, moléculas, íons, elétrons, mol... não pertencem ao senso comum das pessoas. Inicialmente a Química trabalha com modelos, visto que a realidade muitas vezes está fora do alcance dos estudantes, e o relacionamento com as dimensões do que é objeto do ensino, operando com números tão grandes e/ou tão pequenos, ficando fora do imaginário do aluno e muitas vezes, até do professor.
Kekulé, descobriu, enquanto sonhava, a estrutura do benzeno. É preciso que (re)aprendamos a sonhar.
Reconheço a existência de um estatuto próprio para a linguagem química, mas permito-me utilizar a tradução dessa linguagem para facilitar o entendimento dos analfabetos científicos que temos que alfabetizar.
domingo, 30 de outubro de 2011
Seminário Regional Boas Práticas Digitais
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcF2B67R0Zi1x2EP0Pu20IoFsOVbxBbaUHKv9nfRdsktPeRJ9jsb9_SQvBvwZfLU9DPjJYDLjkuIOT0S1u7mlXPP-Al8UUdf8sftu3dQMBK-r1t-RyvRTOP8lp5wtx0KjwFEWCjkNlCg0/s910/NTEs+6.jpg
QUINTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2011
No dia 20 de outubro aconteceu o Seminário Regional Boas Práticas Digitais, no auditório da ULBRA em Cachoeira do Sul.
O evento foi uma realização SEDUC/NTE e estiveram presentes professores da 3ª CRE (Estrela), da 6ª CRE (Santa Cruz do Sul), da 8ª CRE (Santa Maria) e da 24ª CRE (Cachoeira do Sul). O encontro proporcionou o relato das boas práticas digitais e tecnológicas, e o uso das novas tecnologias no fazer pedagógico; assim como, as trocas de experiências, subsidiando as novas possibilidades dos recursos tecnológicos, e promovendo a reflexão crítica sobre uso pedagógico das tecnologias como recurso didático.
O Prof. Rodrigo Keller, Doutor em Informática na Educação pela UFRGS e Coordenador do Curso de Sistemas de Informação da ULBRA palestrou sobre “Professores na geração digital”, logo após iniciaram os relatos de experiências das escolas de abrangência da quatro Coordenadorias, pela manhã do Ensino Fundamental do Ensino Médio pela tarde.
Ensino Fundamental
Jornal On-line
Escola: EEEF Amaral Lisboa
Responsável: Rochele Schneider Peters
Cidade: Rio Pardo
Ensino Médio
Blog
Escola: CE Monte Alverne e EEEM Wlly Carlos Fröhlich
Responsável: Núria Meurer e Lenir Maria Rossarola
Cidade: Santa Cruz do Sul
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