sábado, 10 de agosto de 2013

Autoestima em sala de aula da escola Estadual de Ensino Médio Vera Cruz

Cerca de 50 alunas do 2º e 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Vera Cruz participaram de uma aula diferente no dia 7 de agosto de 2013. Com o objetivo de valorizar a autoestima das estudantes e fazer ligação com o surgimento da maquiagem – que teve seus primeiros vestígios no Egito – a professora de história, Núbia Raquel Schuldt, organizou um encontro com uma maquiadora, que trouxe diversas dicas de beleza.

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

As aulas dos Seminários Integrados

Relato de uma professora participante do curso Introdução à Elaboração de Projetos no ano de 2012. Ano em que foi implantado nas escolas de Ensino Médio a disciplina Seminário Integrado.

Nas aulas de Seminário Integrado, a maioria dos alunos envolveu-se com atenção e compromisso, alguns com desconfiança sobre por quê, para quê fazer projeto. Neste sentido, os comprometidos compreenderam e dedicaram-se ao trabalho, os que não são muito interessados em estudar acharam muito trabalhoso.
No início e durante todas as etapas, os passos do trabalho foram desenvolvidos organizadamente, passo a passo de maneira que se cumprissem todos os quesitos.
Os alunos perceberam que não encontrariam respostas prontas para suas pesquisas e então começaram a ter dificuldades de leitura, interpretação, produção textual, resumo – coisas que faziam em determinadas disciplinas. Não previam que não receberiam as pesquisas, textos e resumos prontos, teriam que realizar e produzir seus próprios aprendizados.
Algumas duplas apresentaram problemas de relacionamento, mas com o tempo aprenderam a se entender para chegarem ao objetivo final. Tinham que lidar com as diferenças para percorrerem juntos as etapas do trabalho.
Entre as duplas não houve muita socialização. Embora houvesse muitos trabalhos nas mesmas áreas, os componentes e a questão de pesquisa diferentes não foram suficientes para acontecer entrosamento entre as duplas.
A proporção de objetivos atingidos foi de cerca de 70%. A maioria interessou-se e realizou os trabalhos.
Muitos alunos descobriram que pouco ou nada sabiam de trabalho científico, normas e técnicas de digitação e internet. Sabiam lidar com redes sociais, mas não sabiam a formalidade e seriedade na pesquisa, digitação e apresentação de trabalhos científicos.
As atividades foram conduzidas com tranqüilidade, no ritmo previsto e dentro das etapas organizadas, permitindo que os alunos avançassem quando possível e, ao mesmo tempo, retrocedessem se fosse preciso começar tudo de novo.
Os programas e equipamentos não funcionaram como idealizamos. Atrasamos algumas etapas por motivos técnicos e não pelo desempenho dos alunos. Isto deixou-nos frustrados, pois, no início, tínhamos muitas expectativas positivas que foram sendo apagadas quando computadores não funcionaram, programas de computadores não eram de domínio dos alunos, falta de profissional na biblioteca e laboratório de informática para ajudar nas pesquisas e no domínio das TICs. Com isso, algumas vezes perdemos trabalhos, pois materiais extraviaram-se durante o percurso.

(Ana Margarida Poetini de Souza - E.E.E.M. Guia Lopes/Candelária-RS)

sábado, 18 de agosto de 2012

Avaliação Emancipatória



Formação para professores e coordenadores do Ensino Médio Politécnico.
Assunto: Avaliação Emancipatória.
Palestrante: Isabel Letícia Pedroso de Medeiros - isabellpm@yahoo.com.br




ESTUDOS SOBRE REPROVAÇÃO
Funcionamento da Escola – operador que produz sucessos/ insucessos escolares;
Variáveis:
programa de ensino;
tempo diário e anual;
gestão do percurso escolar - retenção/progressão automática;
diferenciação de percurso;
certificação por exame ou automática;
acesso ao ensino superior automático via exame;
escolha dos conteúdos;
definição de dos objetivos e competências mínimas;
concepção e elaboração de ferramentas de avaliação;
escolha de métodos de ensino;
Perfil do professor: mais severo ou mais condescendente

ESTUDOS SOBRE REPROVAÇÃO
A RETENÇÃO ESCOLAR É NECESSÁRIA?

•Há evolução positiva nas avaliações cognitivas e sócio-afetivas dos alunos repetentes se considerarmos o início do ano repetido e o final;
•Pesquisas na França e em países anglo-saxônicos, que comparam  grupos de alunos com mesmo nível/padrão de dificuldades, concluíram por diferenças significativas de avanço no grupo promovido; 
•nenhuma análise conduziu a uma diferença a favor dos alunos repetentes;
• programas de medidas individualizadas mostraram significativa superioridade em termos de eficácia;



TEORIAS SOBRE O FRACASSO ESCOLAR

TEORIA RACIAL – JUSTIFICATIVA A PARTIR DA INFERIORIDADE RACIAL
No âmbito escolar, este preconceito aparecia no discurso das diferenças; justificativas para as dificuldades de aprendizagem: desigualdades cognitivas entre raças, inferioridade de negros, indígenas, mestiços e mulheres, a quem “faltam” recursos cognitivos para aprender
TEORIA DA PSICOLOGIA – FATORES INDIVIDUAIS
No ambiente escolar as causas das dificuldades estavam sempre  localizadas no aprendiz, inatas, não  se cogitava a ideia de que fatores relacionados à vida pessoal e familiar  ou ao sistema escolar  pudessem influenciar no desenvolvimento da aprendizagem ;

TEORIA DA CARÊNCIA CULTURAL E AMBIENTAL
Pesquisas afirmavam que a pobreza ambiental e cultural, nas  classes baixas,  a aversão do homem caipira pela escola produziam dificuldades no desenvolvimento psicológico  infantil e causavam dificuldades de aprendizagem e adaptação escolar
Essas teorias foram formuladas nos Estados Unidos,  como resposta aos movimentos reivindicatórios,  e tiveram grande aceitação no Brasil


TEORIA CRÍTICA
•meados dos anos setenta : referências  teóricas  de Bourdieu e  Passeron violência simbólica em duplo sentido – imposição de uma arbitrariedade cultural por um  poder arbitrário;
Objetivo: refletir o papel da escola numa sociedade dividida em classes, a possibilidade de pensar a escola no âmbito de uma concepção crítica de sociedade, lugar onde se exerce a dominação  cultural, a reprodução das relações de produção.
Escola: lugar onde os  conteúdos trabalhados ideologicamente, escondem a exploração  através de estilos de pensamento e linguagem  característicos dos  integrantes das classes dominantes.
Sistema de ensino: passou a ser  analisado como instrumento da manutenção dos privilégios  educacionais e profissionais, responsável pelo fracasso escolar das  crianças das classes pobres.
•Nos anos setenta as pesquisas sobre o  fracasso escolar já apresentavam como característica principal a  investigação da participação do sistema de ensino nos resultados da  aprendizagem, através dos fatores intra-escolares e suas relações de seleção e exclusão social que se desenvolvem na escola.

A REPROVAÇÃO ESCOLAR NA ATUALIDADE
Cada vez mais percebida como estratégia improdutiva e indesejável – não produz aprendizagem, mas acomodação e reprodução
•necessidade de melhorar as condições da  escolarização, em especial  na etapa de alfabetização.
A reprovação escolar deve ser superada pelos seguintes motivos:
•É fator de  discriminação e seleção social;
•É fator de distorção do sentido da avaliação;
•pedagogicamente não é a melhor solução;
•não é justo o aluno pagar por eventuais deficiências do ensino;
•tem um elevado custo social;
•toda criança é capaz de aprender. (VASCONCELLOS, 2005)
Coibida nas reformas educacionais pós 1988, o que se evidencia na legislação

AVALIAÇÃO FORMATIVA: EMANCIPATÓRIA, DIAGNÓSTICA e REGULADORA

•Processo sistemático, contínuo e integrado destinado a:
•Determinar se objetivos foram alcançados;
•Identificar aspectos do objeto da avaliação e do contexto a serem aprimorados
•Planejar e desenvolver correção de rumos
•Acompanhar o processo de ensino-aprendizagem;
•Verificar saberes, competências e habilidades dos alunos;
•A sequência formativa tem três etapas:
1)coleta de informações, referente aos progressos realizados e às dificuldades de aprendizagem encontradas pelo aluno;
2)interpretação dessas informações, com vistas a operar um diagnóstico das eventuais dificuldades;
3) adaptação das atividades de ensino/aprendizagem –
coleta de informação / diagnóstico individualizado / ajuste da ação

O QUE VAMOS AVALIAR?
•Definição prévia, no planejamento, do que é significativo, hierarquizando a importância dos descritores e indicadores;
•A definição é precedida de um processo diagnóstico, negociando e de negociação: o que sabem esses estudantes? O que é possível que aprendam?
•O ensino médio apresenta conhecimentos descritivos e formas de pensamento totalmente desconhecidos dos estudantes, pressupondo um conhecimento anterior que não existe: por exemplo, as ciências experimentais, totalmente mitigadas no ensino fundamental, abrem um campo totalmente novo para os estudantes.
DIMENSÕES
Conteúdos: “o conjunto de conhecimentos e formas culturais cuja assimilação e apropriação pelos alunos e alunas é considerada essencial para seu desenvolvimento e socialização.”
• três dimensões:
§conteúdos fatuais/conceituais: um saber, um conteúdo intelectual ; não é suficiente serem lembrados ou reconhecidos de modo literal, mas devem ser compreendidos, serem inseridos em redes conceituais. Concordância nominal e concordância verbal unidades temáticas, paragrafação, vocabulário disciplinar, elementos gramaticais – fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, equações  matemáticas, poteciação,  circulação do sangue, a história da arte

conteúdos procedimentais (destrezas, técnicas, estratégias): dominar um objeto ou uma atividade (atar os sapatos, nadar, ler...); conjuntos de ações ordenadas, direcionadas para a conquista de uma meta; são conteúdos escolares na medida em que os professores podem planejar intervenções que ajudem os estudantes a construí-los; não devem ser confundidos com as atividades, mas com esquemas mentais incorporados.
conteúdos atitudinais:  “tendências ou disposições adquiridas e relativamente duradouras a avaliar de um modo determinado um objeto, pessoa, acontecimento ou situação e a atuar de acordo com essa avaliação.” São informadas por três componentes: cognitivo, afetivo e de conduta;  a expressão de uma atitude é um ato social; a escola é sempre um agente socializador, gerador de atitudes.
•Nesse sentido, deve tomar todas essas dimensões como um objeto de ensino/aprendizagem, planejando intervenções didático-metodológicas para tanto.












segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA AO ENSINO MÉDIO 2011-2014

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


http://www.uges.org.br/arquivos/PROPOSTA%20PEDAGOGICA%20PARA%20O%20ENSINO%20MEDIO.pdf

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Desafios para a educação química

     A Ciência é uma das mais extraordinárias criações do homem, que lhe confere, ao mesmo tempo, poderes de satisfação intelectual, pela estética que suas explicações proporcionam, quanto pelas possibilidades de conhecimento científico. Mas ela não é lugar de certezas absolutas. Conhecer a Ciência é assunto quase vedado àqueles que não pertencem a essa comunidade científica.  Acredito que não tenhamos ideia da quantidade de homens e mulheres que são analfabetos científicos. Sabemos que há muito a mudar. Assim como são realizadas campanhas  para diminuir as taxas de analfabetismo, a busca de alternativas para oferecer uma alfabetização científica aos homens e mulheres para fazê-los cidadãos e cidadãs mais críticos é nosso continuado, mas aparentemente novo desafio.
       Quando se fazem propostas para uma alfabetização científica se pensa imediatamente nos currículos de ciências. A ciência é estudada de maneira inter-relacionada com as tecnologias e a sociedade. Tais currículos hoje tem sido denominados de TIC's.
     Precisamos ter presente a nossa responsabilidade maior no ensinar Ciência. Fazer com que os nossos alunos e alunas se tornem, homens e mulheres mais críticos, e os estudantes possam tornar-se agentes de transformação do mundo em que vivemos.
     A situação da Química tem seu objeto de estudo muito mais distante do aluno. Átomos, moléculas, íons, elétrons, mol... não pertencem ao senso comum das pessoas. Inicialmente a Química trabalha com modelos, visto que a realidade muitas vezes está fora do alcance dos estudantes, e o relacionamento com as dimensões do que é objeto do ensino, operando com números tão grandes e/ou tão pequenos, ficando fora do imaginário do aluno e muitas vezes, até do professor.
      Kekulé, descobriu, enquanto sonhava, a estrutura do benzeno. É preciso que (re)aprendamos a sonhar.
     Reconheço a existência de um estatuto próprio para  a linguagem química, mas permito-me utilizar a tradução dessa linguagem para facilitar o entendimento dos analfabetos científicos que temos que alfabetizar.