sábado, 21 de setembro de 2013

Aprendendo e ensinando com projetos

Pedagogia de Projetos:fundamentos e implicações 

A pedagogia de projetos deve permitir que o aluno aprenda-fazendo e reconheça a própria autoria naquilo que produz por meio de questões de investigação que lhe impulsionam a contextualizar conceitos já conhecidos e descobrir outros que emergem durante o desenvolvimento do projeto. 
O compromisso educacional do professor é saber o que, como, quando e por que desenvolver determinadas ações pedagógicas. Para isso é fundamental conhecer o processo de aprendizagem do aluno e ter clareza da sua intencionalidade pedagógica. (Abordagem da mensagem está nas páginas 83 à 87 do livro Elaboração de Projetos do Guia do cursista). 
- Descreva como você planeja a sua prática pedagógica quanto: 
a) Aos conteúdos curriculares abordados no contexto do projeto. 
b) A duração de um projeto.

Dentro do possível busco incluir os conteúdos que melhor se adaptem ao projeto proposto. Mas isso nem sempre é possível e para esses outros conteúdos busco interligá-los com a realidade ou com outro projeto que a escola esteja desenvolvendo. A duração dos mesmos varia muito, pois existem aqueles que se estendem pelo próprio interesse dos alunos ou pelo conteúdo que vai se desdobrando. Inicialmente são de dois a três meses. (Claudia Hackenhaar).

Planejo minhas práticas pedagógicas considerando os interesses e necessidades dos alunos, consciente de que o trabalho com projetos é um processo de construção onde é necessário a participação e a cooperação dos envolvidos, bem como a articulação de diferentes conhecimentos na busca para resolver ou compreender determinado tema. A duração de um projeto dependerá do ritmo da turma e do interesse em relação ao mesmo podendo sofrer alterações durante o desenvolvimento. (Carla Maria Pinho da Rosa).

Não podemos pensar que um planejamento não possa ser alterado, portanto trabalho aquilo que vai auxiliar o aluno tanto no projeto quanto em outras vivências que este possa ter. A duração do projeto não está estipulado, depende do desenvolvimento do mesmo. (Aline Silveira Silva)

Os planejamentos dos conteúdos básicos são discutidos entre os professores e apresentados aos alunos, considerando sempre os interesses e necessidades contextuais.
O desenvolvimento desses conteúdos são sempre relacionados com exemplos de aplicação.
O projeto em si, foi iniciado no segundo trimestre e vai até o terceiro.
O ensino aprendizagem, ainda sendo um processo, necessita de constantes discussões e reformulações que são feitas com o envolvimento dos alunos, professores e demais comunidade escolar. (Eara Luisa Luft Henckes) 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Autoestima em sala de aula da escola Estadual de Ensino Médio Vera Cruz

Cerca de 50 alunas do 2º e 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Vera Cruz participaram de uma aula diferente no dia 7 de agosto de 2013. Com o objetivo de valorizar a autoestima das estudantes e fazer ligação com o surgimento da maquiagem – que teve seus primeiros vestígios no Egito – a professora de história, Núbia Raquel Schuldt, organizou um encontro com uma maquiadora, que trouxe diversas dicas de beleza.

www.jornalarauto.com.br

domingo, 3 de fevereiro de 2013

As aulas dos Seminários Integrados

Relato de uma professora participante do curso Introdução à Elaboração de Projetos no ano de 2012. Ano em que foi implantado nas escolas de Ensino Médio a disciplina Seminário Integrado.

Nas aulas de Seminário Integrado, a maioria dos alunos envolveu-se com atenção e compromisso, alguns com desconfiança sobre por quê, para quê fazer projeto. Neste sentido, os comprometidos compreenderam e dedicaram-se ao trabalho, os que não são muito interessados em estudar acharam muito trabalhoso.
No início e durante todas as etapas, os passos do trabalho foram desenvolvidos organizadamente, passo a passo de maneira que se cumprissem todos os quesitos.
Os alunos perceberam que não encontrariam respostas prontas para suas pesquisas e então começaram a ter dificuldades de leitura, interpretação, produção textual, resumo – coisas que faziam em determinadas disciplinas. Não previam que não receberiam as pesquisas, textos e resumos prontos, teriam que realizar e produzir seus próprios aprendizados.
Algumas duplas apresentaram problemas de relacionamento, mas com o tempo aprenderam a se entender para chegarem ao objetivo final. Tinham que lidar com as diferenças para percorrerem juntos as etapas do trabalho.
Entre as duplas não houve muita socialização. Embora houvesse muitos trabalhos nas mesmas áreas, os componentes e a questão de pesquisa diferentes não foram suficientes para acontecer entrosamento entre as duplas.
A proporção de objetivos atingidos foi de cerca de 70%. A maioria interessou-se e realizou os trabalhos.
Muitos alunos descobriram que pouco ou nada sabiam de trabalho científico, normas e técnicas de digitação e internet. Sabiam lidar com redes sociais, mas não sabiam a formalidade e seriedade na pesquisa, digitação e apresentação de trabalhos científicos.
As atividades foram conduzidas com tranqüilidade, no ritmo previsto e dentro das etapas organizadas, permitindo que os alunos avançassem quando possível e, ao mesmo tempo, retrocedessem se fosse preciso começar tudo de novo.
Os programas e equipamentos não funcionaram como idealizamos. Atrasamos algumas etapas por motivos técnicos e não pelo desempenho dos alunos. Isto deixou-nos frustrados, pois, no início, tínhamos muitas expectativas positivas que foram sendo apagadas quando computadores não funcionaram, programas de computadores não eram de domínio dos alunos, falta de profissional na biblioteca e laboratório de informática para ajudar nas pesquisas e no domínio das TICs. Com isso, algumas vezes perdemos trabalhos, pois materiais extraviaram-se durante o percurso.

(Ana Margarida Poetini de Souza - E.E.E.M. Guia Lopes/Candelária-RS)